Cuidado com a gripe comum, ela pode se tornar perigosa.

Influenza, a gripe comum

Popularmente chamada de gripe, a influenza é uma doença viral altamente contagiosa, caracterizada por febre de início súbito e tosse. Embora o registro seja sazonal (entre abril e setembro, no hemisfério Sul, e de dezembro a março, no hemisfério Norte), ela pode surgir no verão. Isso porque, nesta época, as defesas do corpo podem ser reduzidas, favorecendo o aparecimento de infecções. Entre os motivos mais comuns, estão a exposição solar – que aumenta a desidratação – e o choque térmico provocado pela temperatura do ambiente em contraste com a do ar-condicionado.

A doença pode ser potencialmente grave para pacientes com saúde frágil e pertencente aos chamados grupos de risco. Segundo o alergista e imunologista Luiz Antonio Bernd, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, há duas maneiras de impedir que os sintomas se agravem: a vacinação prévia e a utilização do Tamiflu, medicamento que reduz a multiplicação dos vírus da gripe (Influenza A e B).

Segundo a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), qualquer pessoa é suscetível à infecção e a eventuais complicações, porém, em pacientes de risco, a evolução da doença costuma ser mais grave e pode levar à hospitalização e, em alguns casos, ao óbito.

Estudos internacionais apontam que há complicações em 20% dos pacientes hospitalizados por Influenza e em 35% daqueles internados com pneumonia associada a essa doença. Mortes por causa cardíaca, vascular ou neurológica também aumentam em épocas de circulação da gripe.

Todos os anos, em média, um em cada 10 adultos e uma em cada três crianças são afetados pelo vírus, sendo que cerca de 100 milhões de pessoas são infectadas a cada ano no hemisfério Norte.

Principais complicações da gripe

A gripe pode levar à pneumonia, uma das evoluções mais graves da doença e uma das principais causas das mortes. Infarto e insuficiência renal também aparecem como complicações graves.

Grupos de risco

— Crianças menores de cinco anos e, especialmente, as menores de dois anos de idade
— Idosos
— Imunossuprimidos (pacientes que têm imunidade comprometida, como soropositivos)
— Gestantes
— Portadores de doenças pulmonares ou cardiovasculares
— Pacientes com doenças metabólicas ou doenças renais crônicas
— Pessoas que apresentam distúrbios neurológicos
— Profissionais da saúde, sobretudo os que trabalham em hospitais

Sinais potenciais de complicações

— Respiração muito rápida e esforçada, ofegante
— Falta de ar
— Cianose (ficar roxo)
— Gemido respiratório constante
— Recusa alimentar total para além de duas refeições
— Vômitos repetidos (mais de quatro ou cinco) em poucas horas
— Febre prolongada (mais de seis dias seguidos)
— Reaparecimento da febre, quando parecia estar já a melhorar da gripe
— Dor torácica
— Cansaço e prostração

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Como Prevenir

Atenção à troca de temperaturas: para evitar danos à saúde, a temperatura do ar-condicionado não pode ficar tão fria: o ideal é que fique entre 20°C e 22°C. Outra medida é, antes de sair de um ambiente frio para outro quente, colocar um agasalho para evitar a mudança brusca. Então, é preciso esperar até que a temperatura do corpo se equilibre. Evitar lugares refrigerados com um grande número de pessoas também diminui as chances de ter uma infecção.

Alimente-se bem: não deixe de incluir frutas ricas em vitamina C, como a laranja e a bergamota. Farinha de linhaça é rica em ácidos graxos ômega 3, o que ajuda a aumentar a resposta imunológica do organismo contra doenças como a gripe. Tome bastante líquido, de preferência água e sucos.

Cuide da higiene e use álcool gel para higienizar as mãos sempre que puder.

Vacine-se: a vacinação é a forma mais eficaz e econômica da prevenção da influenza e está indicada a partir dos seis meses. Ela garante quase 100% de imunidade e, em caso de exceção, raramente evoluirá para um quadro grave.

#ficadicadesaude

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