Fundação Cultural Palmares sedia evento alusivo ao dia de Combate à Discriminação Racial

Aconteceu, no auditório da Fundação Cultural Palmares (FCP), uma atividade em alusão ao dia Internacional Contra a Discriminação Racial que teve como tema “O combate ao racismo contemporâneo e a busca pelo respeito”.

O evento foi uma realização da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (SEJUS) e contou com o apoio da Fundação Cultural Palmares.  A palestra foi direcionada à sociedade civil e aos jovens adolescentes do programa Jovem Candango; o objetivo principal desta ação foi de conscientização e a não reprodução do racismo por parte, sobretudo, dos jovens presentes no evento.

O dispositivo de honra contou com autoridades da esfera federal, estadual e membros da sociedade civil. O Subsecretário de Direitos Humanos, Juvenal Araújo, que compôs o dispositivo afirmou que, “o combate ao racismo é uma obrigação de toda a sociedade e não apenas dos negros”. Para a presidente do Centro de Referência do Negro (CERNEGRO), Lucimar Martins, o encontro foi uma grande oportunidade que os jovens tiveram para debater e se apropriar de informações para combater o racismo, relatou também que sua educação teve como base um programa semelhante ao do Jovem Candango.

Os alunos do programa Jovem Candango e os demais convidados contaram também com informações referente às diversas formas de denunciar, combater e identificar atitudes racistas, relatadas na fala da Delegada Chefe Adjunta da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (DECRIN), Cyntia Cristina de Carvalho e Silva. A delegada trouxe em sua fala a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 – Planalto, que define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva, falou sobre a importância de levar para as salas de aulas os estudos referentes ao continente africano, trazer à tona a verdadeira história dos heróis e heroínas negras, príncipes e princesas, com o intuito de combater o racismo na raiz, “A mão de obra mais qualificada que o nosso pais já possuiu é negra, chega de afirmar que o negro ajudou a construir a historia, nós construímos a história do nosso país. O conhecimento é a mola propulsora da humanidade; é preciso saber de fato qual foi o protagonismo que os negros tiveram na construção da história do nosso país’, afirmou Erivaldo.

Fonte:ASCOM/FCP

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