Em período de pré campanha o nome do Juiz Federal Carlos Madeira já ecoa nos quatro cantos da Ilha Rebelde

Está chegando a hora dos “santos milagreiros” aparecerem aos baldes, das ideias miraculosas se multiplicarem e do inexequível ficar tão presente ao ponto de parecer o único caminho a seguir. Tenho acompanhado o movimentos, alguns hilários, de um número absurdo de pré candidatos a prefeito da capital maranhense, que só é menor que o desinteresse velado da população por esse tema cada dia mais preocupante.

Há no ar um misto de indignação cívica, interesse de segmentos diversos na superação de práticas condenáveis e também de idealismo para a construção de uma cidade melhor. Como escrevera Luís Roberto Barroso certa vez, “Indignação, interesses legítimos e idealismo são o combustível das grandes transformações históricas.” O ser humano, em todas as suas decisões, leva sempre em conta os riscos e os incentivos, e isso explica uma mudança que vem acontecendo em quase todo grande centro brasileiro, onde juízes, militares, advogados, empresários, professores entre outros, resolveram tomar as rédeas da situação e enfrentar os riscos, certos de que pior ainda que fazer a maldade, era permiti-la quando poderíamos evitá-la.

Assim, entre a infinidade de nomes que se lançam por interesses quase sempre pessoais, sem um olhar para o agora da Ilha do Amor, destaca-se o de um Juíz Federal, que no auge de sua indignação e idealismo resolveu dar um basta e se manifestar, cansado dos políticos tradicionais com hábitos pouco republicanos, e que por vezes nem sabem porque ou pra que foram eleitos.

José Carlos do Vale Madeira, Juiz Federal da Seção Judiciária do Maranhão no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1º Região, que apesar da sua formação, entende a importância de valorizar a iniciativa privada e incentivar o reflorescimento da sociedade civil, com empreendedorismo, que prega a parceria inequívoca entre o publico e o privado, mas que sobretudo, pautado na importância que a educação teve em sua vida, de origem pobre, entende que no tocante ao ensino fundamental, alcançada a universalização, é preciso investir em qualidade efetiva, e no médio, a universalização deve ser elevada a prioridade máxima, por sua capacidade de melhorar a vida das pessoas e a qualidade das escolhas que devem fazer.

Tive oportunidade de conhecer algumas ideias sobra o seu belo projeto político, desdobramento que obviamente se dará após a sua aposentadoria da magistratura, e confesso que, a sua vitalidade por fazer de São Luís uma cidade melhor, seu comportamento despojado de vaidades e de egocentrismos, aliado àqueles voltados para a educação foram os que mais me encantaram, por entender que educação é o caminho para a realização e engrandecimento de um povo, instrumento maior de força e de liberdade.

A sorte está lançada, e apesar de entender que somos herdeiros de uma sociedade escravocrata, acostumada a distinguir entre senhores e servos, brancos e negros, ricos e pobres, que fomos criados numa cultura em que a origem social está acima do mérito ou da virtude, e na qual existem superiores e inferiores. Madeira tem um entendimento que remete a uma democracia verdadeira que ao surgir cria uma sociedade de pessoas livres e iguais, com acesso a oportunidades semelhantes no ponto de partida. E nessa linha, pensa em oferecer programas sociais para os verdadeiramente pobres, por entender que isso é dever do Estado, assim como proteger mulheres contra a violência, negros contra o racismo e homossexuais e transgêneros contra a discriminação, sabe da necessidade de reduzir drasticamente os “foros privilegiados” e o quanto isso ajudará a criar uma cultura republicana e igualitária.

Gostei da maneira como o Juiz Madeira prospecta a agenda para o futuro, com uma seleção de temas que precisarão ser enfrentados em meio à tempestade e depois da tempestade. Não com um olhar de curto prazo, nessa cidade onde, tradicionalmente, o horizonte mais largo que se enxerga é o das próximas eleições. Mas o de olhar e pensar lá na frente, em como fazer uma cidade mais justa, maior e melhor. Nessa perspectiva, me senti, como muitos conterrâneos, resgatado na esperança e na expectativa de dias mais limpos, transparentes diria, sobretudo em segmentos intrinsecamente ligados a nossa cidade, como a arte, a cultura, o lazer e a segurança, da vida, das famílias e da educação.

Me confidenciou o seu temor por um processo eleitoral muitas vezes invasivo e perverso, dos enfrentamentos desiguais, mas mostrou-se resiliente, consciente do que vai enfrentar, seguro, afirmou que é assim mesmo, que do atrito das pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz. Vale refletir!

Alan Ramalho

2 comentários em Em período de pré campanha o nome do Juiz Federal Carlos Madeira já ecoa nos quatro cantos da Ilha Rebelde

  1. Agora da vontade de ir a urna!

  2. Madeira neles! Kkkkkk

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